Lioness in the World

Monday, March 31, 2008

O Mar, essa paixão imensa

VOZES DO MAR

Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...
Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?
Tens cantos d'epopeias?
Tens anseiosD'amarguras?

Tu tens também receios,

Ó mar cheio de esperança e majestade?!
Donde vem essa voz, ó mar amigo?......
Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!

Florbela Espanca
Poesia Completa
Lisboa,
Publicações Dom Quixote, 2000




Gaivota

Se uma gaivota viesse trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração morreria
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

Alexandre O'Neill














O mar é das melhores lembranças que sempre me acompanharam desde muito cedo.
Não há nada como olhar para aquela imensidão, fechar os olhos e respirar fundo.

Thursday, March 27, 2008

Dali e Vermeer, 2 vidas, 2 obras


A guerra, a morte, o sofrimento e o desespero.



Há quem viva atormentado com tanto, outros com tão pouco.
Há quem use qualquer coisa como inspiração para criar arte, outros usam a arte para expressar sentimentos, pensamentos ou medos.









Salvador Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu a 11 Maio de 1904.

Em 1916, durante umas férias de verão em Cadaquès, passadas com a família de Ramon Pichot, descobriu a pintura impressionista. Pichot era um artista local que fazia viagens frequentes a Paris.

Em 1922, Dalí foi viver em Madrid, onde estudou na academia de artes de San Fernando. Já então Dalí chamava a atenção nas ruas como um excêntrico, usando cabelo comprido e patilhas, casacos compridos, um grande laço ao pescoço, calças até ao joelho e meias altas.




1929 foi um ano importante para Dalí. Foi nesse ano que ele colaborou com o cineasta espanhol Luis Buñuel na curta-metragem Un Chien Andalou e que conheceu, em agosto, a sua musa e futura mulher, Gala Éluard (de seu nome verdadeiro, Elena Ivanovna Diakonova, nascida em 7 de Setembro de 1894, em Kazan, Tartária, Rússia), uma imigrante russa dez anos mais velha que Dalí que estava na época casada com o poeta surrealista Paul Éluard.

Em 1934 Dalí e Gala, que já viviam juntos deste 1929, casaram-se numa cerimónia civil.


Depois de a guerra ter rebentado na Europa, Dalí e Gala mudaram-se para os Estados Unidos, em 1940, onde viveram durante oito anos. Em 1942, Dalí publicou a sua divertida autobiografia A Vida Secreta de Salvador Dalí
Foi na sua amada Catalunha que Dalí viveu o resto da vida. O facto de ter escolhido viver em Espanha enquanto o país era governado pelo ditador fascista Francisco Franco trouxe-lhe críticas dos progressistas e de muitos outros artistas. Alguns pensam que o desprezo comum pelo trabalho tardio de Dalí tem mais a ver com política do que com os verdadeiros méritos desse trabalho.


Gala morreu em Port Lligat na madrugada de 10 de Junho de 1982 Desde então, Dalí ficou profundamente deprimido e desorientado, perdendo toda a vontade de viver. Recusava-se a comer, ficando desidratado

Dalí produziu mais de 1500 quadros ao longo da sua carreira, e também ilustrações para livros, litografias, desenhos para cenários e trajes de teatro, um grande número de desenhos, dezenas de esculturas e vários outros projectos.

Dali é conhecido pelos muitos quadros surrealistas que pintou. Dizia tratar-se de parte do que sonhava.





Vermeer, uma época completamente diferente, assim como o artista.






Johannes Vermeer (Delft, 31 de Outubro de 1632 - Delft, 15 de Dezembro de 1675) pintor holandês, também conhecido como Vermeer de Delft ou Johannes van der Meer.

Vermeer viveu toda a sua vida na sua terra natal, onde está sepultado, na Igreja Velha (Oude Kerk) de Delft.


É o segundo pintor holandês mais famoso do século XVII (período conhecido por Idade de Ouro Holandesa, devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época), depois de Rembrandt.





Os seus quadros são admirados pelas suas cores transparentes, composições inteligentes e brilhante uso da luz.


Casou-se em 1653 com Catharina Bolenes e teve 15 filhos, dos quais morreram 4 em tenra idade.

Viveu praticamente sem reconhecimento.
Sabe-se que vivia com magros rendimentos como comerciante de arte, e não pela venda dos seus quadros. Por vezes até foi obrigado a pagar com quadros dívidas contraídas nas lojas de comida locais.







Morreu muito pobre em 1675. A sua viúva teve de vender todos os quadros que ainda estavam na sua posse ao conselho municipal em troca de uma pequena pensão.

Foi só muito recentemente que a grandeza de Vermeer foi reconhecida: em 1866, o historiador de arte Théophile Thoré (pseudónimo de W. Bürger) fez uma declaração nesse sentido, atribuindo 76 pinturas a Vermeer.

A maioria provavelmente só o ficou a conhecer depois do sucesso estrondoso do filme com o título de um dos seus quadros (A Rapariga do Brinco de Pérola) e que tinha como base a história da vida e obra do seu autor.

Monday, March 10, 2008

London


Uma semana em Londres não chega claro está para conhecer tudo, mas dá para ficar com uma impressão de uma das capitais europeias mais cosmopolitas.


Londres é sem dúvida um líder internacional nas finanças, com participação muito activa na política, conhecida pelas escolas e colégios de grande renome a nível da educação em várias áreas. Em termos de entretenimento é impossível não mencionar os grandes espectáculos musicais, os desfiles de moda e as muitas exposições de diversas formas de arte. Tudo isto contribui para tornar Londres uma das cidades mais povoadas da Europa. A sua população consiste num misto de culturas e religiões, falando 300 línguas diferentes. Pelo menos é o que consta.


Não sei se serão 300 línguas, mas que se ouvem muitas línguas e vê muita gente diferente, é verdade. Além de muitos turistas ao longo de todo o ano há também comunidades de vários pontos do mundo tal como em quase todas as grandes capitais.


Há também uma mistura do antigo com o moderno tanto a nível de arquitectura como de carros.

É interessante andar a pé e aperceber-mo-nos que há lojas e sabores para todos os gostos.
Londres Central: A "city" é o principal distrito financeiro de Londres e um dos mais importantes do mundo. É o distrito mais moderno da cidade, com altos e modernos edifícios.

West End: É o sítio certo para todos se divertirem e fazerem compras. A zona mais conhecida é Trafalgar Square. Possui ruas famosas de compras, a Oxford Street e a Regent Street. E os locais de entretenimento em Covent Garden e Piccadilly Circus. Parte de West end é ocupada pelo
Soho, local cheio de restaurantes, pubs, cinemas e locais nocturnos. Claro que os horários são muito diferentes dos mediterrâneos. A maior parte dos pubs abre às 21h e fecha às 2h. Cá alguns são animam perto disso.

East End: Compreende os distritos de Whitechapel, Midle End, Bethnal Green, Hackney, Bow e Poplar.

West London: Reagrupa zonas residênciais como Notting Hill, que tão bem conhecemos do filme com o mesmo nome; Knightsbridge e Chelsea (estes dois últimos os lugares mais caros de Londres).

East London: Local que está em reconstrucção para receber os jogos olímpicos de 2012.
Vale bem a pena passear pela cidade nos famosos autocarros vermelhos de 2 andares ou experimentar andar numa das muitas linhas de metro da cidade. Apesar de um pouco confuso a princípio está tudo muito bem estruturado.