Lioness in the World

Saturday, January 31, 2009

Fado

As minhas memórias de Fado remontam à infância e sobretudo à letra de uma música cantada cantada num Festival da canção por Dulce Pontes: Lusitana Paixão
Lusitana Paixão
Dulce Pontes
Composição: José Da Ponte-fred Micaelo/

Fado
Chorar a tristeza bem
Fado adormecer com a dor
Fado só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado
Um grande amor
Mas
Não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar a mim
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
Não quero o que o fado quer dizer
Fado
Soluçar recordações
Fado
Reviver uma tal dor
Fado
Só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado um grande amor
Mas não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar a mim
Eu sei desse lado que há em nós
Cheio de alma lusitana
Como a lenda da Severa
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
O fado
Não me faz arrepender


Gosto da letra, faz imenso sentido e foi o princípio que levou ao gosto pelo Fado.
Sou exigente e não gosto de todo o fado, vozes e fadistas.
Amália será sempre Amália, mas há outros que que vale a pena referir:






Mariza

Ana Moura
Raquel Tavares

Camané
Carlos do Carmo

o desaparecido Vasco Rafael
entre muitos outros
Maria da Fé
Fado é Portugal
faz parte da nossa cultura e identidade, por muito cliché que pareça ser.

É muito bom que depois de muitos anos em que se falava do fim desta arte nobre que leva a alma e o nome de Portugal mais além, tenha aparecido uma nova geração cheia de talento e valor.

Friday, January 23, 2009

O mestre do Suspense

Alfred Joseph Hitchcock
(Londres, 13 de Agosto de 1899
Los Angeles, 29 de Abril de 1980)

Cineasta britânico/norte-americano, considerado o mestre dos filmes de suspense, sendo um dos mais conhecidos e populares realizadores de todos os tempos.
Nasceu em Leytonstone, em Essex (actualmente Londres)
Filho de Emma e William Hitchcock, vendedor de frutas e verduras. Tinha dois irmãos e recebeu uma rígida educação católica na escola londrina St. Ignatius College, cuja estrutura escolar era baseada nos ensinamentos do jesuíta Inácio de Loyola.
Aos 14 anos Hitchcock perdeu o pai, deixou a escola e começou a trabalhar na companhia Henley, como fabricante de cabos eléctricos, onde desenvolveu trabalhos em design gráfico de publicidade.
A sua carreira cinematográfica começou em 1920, com um emprego na Famous Players-Lasky, da Paramount Pictures e, durante dois anos, foi responsável pelo "cartão" que aparecia nos dialógos dos filmes mudos. Logo aprendeu a criar argumentos e a editar. Em 1922, tornou-se cenógrafo e assistente de direcção. Em 1922 fez o seu primeiro filme, chamado Number Thirteen, mas o projecto foi abandonado. Entre 1923 e 1925, Hitchcock trabalhou em Berlim, na UFA (Universum Film AG).

A sua criatividade surpreendeu os dirigentes do estúdio, que decidiram então promovê-lo a realizador e, em 1925, conseguiu a primeira oportunidade como realizador no filme The Pleasure Garden, feito pela Ufa Studios na Alemanha. Em 1926 estreou-se no suspense com o filme The Lodger: A Story of the London Fog (O pensionista). Este filme seria o seu primeiro sucesso, baseado nos assassinatos de Jack, o Estripador. A partir daí, Hitchcock faria pelo menos uma aparição em cada uma das suas produções, o que se tornaria uma das suas marcas. Foi também o seu primeiro filme de suspense, género que o consagraria em todo o mundo.
Em 1929, Hitchcock filmou Blackmail (Chantagem e Confissão) , o primeiro filme sonoro britânico. Em 1933, foi trabalhar na Gaumont-British Picture Corporation, e o seu primeiro filme para a companhia chamou-se The Man Who Knew Too Much (O Homem que Sabia Demais), de 1934, que seria refilmado em 1956 com outros actores.
O segundo filme pela companhia foi The 39 Steps (Degraus), de 1935, considerado o melhor filme deste período. Neste filme, pela primeira vez usa uma técnica chamada de MacGuffin (as vezes de McGuffin ou Maguffin), a técnica designa uma desculpa para argumento que motiva os personagens a desenvolver uma história, que na realidade carece de relevância. É também o primeiro filme em que Hitchcock usa o elemento de uma fuga de um inocente. O sucesso seguinte foi The Lady Vanishes (A Dama Oculta) (1938), que envolvia intriga internacional.
Estes filmes chamaram a atenção de Hollywood, tanto que o productor David O. Selznick o convidou para trabalhar consigo.
Hitchcock usou em vários filmes o que é conhecido como cameo, onde uma pessoa famosa aparece em um filme. Porém, nos filmes de Hitchcock, quem aparecia era ele próprio. Ele é visto em aparições breves, geralmente no início de seus filmes. Para não distrair o público do enredo principal, no decorrer de sua obra o realizador passou a aparecer logo no início dos filmes.
Alguns exemplos de aparições de Hitchcock são:
Rear Window – aparece dentro do apartamento do pianista
Psycho – passa a frente do escritório de Marion com chapéu de cowboy
Torn Courtain – aparece logo aos oito minutos segurando um bébé no hall do hotel em que os protagonistas se hospedam.
Frenzy – aparece no início do filme, no meio da multidão que está às margens do rio quando o corpo da vítima aparece a boiar.
Suspicion – aparece a enviar uma carta no posto dos correios da cidade.
Shadow of a Doubt – aparece num comboio, a jogar cartas com um homem e uma mulher.
Spellbound – sai do elevador do Empire Hotel carregando uma maleta de violino e fumando um cigarro.
Blackmail – aparece em cena como um passageiro no metro que é importunado por um garoto.
Family Plot – aparece o seu perfil por trás do vidro de uma porta como se estivesse a falar para outra pessoa e a gesticular.
Dial M for Murder – aparece no canto inferior esquerdo de uma fotografia pendurada na parede da sala.
The birds – aparece passeando pela calçada do lado de fora da loja de animais.
Lifeboat – inicialmente, o realizador teve a idéia de aparecer como um corpo boiando próximo ao barco. Porém, entusiasmado com seu sucesso na tentativa de perder peso, Hitchcock decidiu aparecer posando para fotos "Antes & Depois" a respeito de um remédio para emagrecimento chamado "Reduco", mostrado num jornal durante o filme.
Rope – aparece duas vezes. Logo no início, aparece a atravessar a rua. Mais tarde, uma caricatura de Hitchcock aparece num neon que reflete na janela do apartamento dos assassinos, em Nova York. Esta é uma referência à aparição feita em Lifeboat, onde se lê "Reduco", como na aparição feita quatro anos antes.

Sunday, January 18, 2009

C.S.Lewis

Clive Staples Lewis, conhecido como C. S. Lewis, (Belfast, 29 de Novembro de 1898 – Oxford, 22 de Novembro de 1963) foi um autor e escritor irlandês que se tornou conhecido pelo seu trabalho académico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras.

É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infantis de nome "As Crónicas de Nárnia".~

Clive Staples Lewis cresceu no meio dos livros da selecta biblioteca particular da família, criando nesta atmosfera cultural um mundo próprio, dominado por sua fértil imaginação e criatividade.

Enquanto adolescentes, Lewis e o irmão Warren (três anos mais velho que ele) passavam quase todo o seu tempo dentro de casa dedicando-se à leitura de livros clássicos, e distantes da realidade materialista e tecnológica do século XX.
Aos 10 anos, a morte prematura da mãe fez com que ele se isolasse ainda mais da vida comum dos garotos da sua idade, buscando refúgio nas suas histórias e fantasias infantis.
Na adolescência ao entrar em contacto com a obra do compositor Richard Wagner começou a interessar-se pela mitologia nórdica.
Em Oxford conheceu vários outros escritores famosos, como Tolkien, T. S. Eliot, G. K. Chesterton.
Lewis notabilizou-se pela inteligência privilegiada, por um estilo espirituoso e imaginativo: "O Regresso do Peregrino", 1933, "O Problema do Sofrimento" (1940), "Milagres" (1947), e "Cartas de um diabo ao seu aprendiz" (1942), são provavelmente as suas obras mais conhecidas pelos teóricos e estudiosos.


Escreveu também uma trilogia de ficção científico-religiosa, conhecida como a "Trilogia Espacial": "Longe do Planeta Silencioso" (1938), "Perelandra" (1943), e "That Hideous Strength" (1945).

Para o público mais jovem, escreveu uma série de fábulas, (das quais algumas foram recentemente adaptadas ao cinema), começando com "O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa" em 1950.
A sua autobiografia, "Surpreendido pela Alegria", foi publicada em 1955.

C. S. Lewis morreu em 22 de Novembro de 1963, no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy foi assassinado e em que morre o também escritor Aldous Huxley.

A coincidência serviu como pano de fundo para o livro O Diálogo – Um debate além da morte entre John F. Kennedy, C. S. Lewis e Aldous Huxley, de Peter Kreeft, onde os três personagens, representando o teísmo ocidental (Lewis), o humanismo ocidental (Kennedy) e o panteísmo oriental (Huxley) discutem sobre religião e cristianismo.

Monday, January 05, 2009

Sir Sean Connery


Para mim, e mais alguns milhares o verdadeiro James Bond.

Sean Connery nasceu na Escócia, mais precisamente em Edimburgo a 25 de Agosto de 1930, no seio de uma família humilde.

Adolescente, alistou-se na Marinha Real, mas acabou por ser dispensado por motivos de saúde. Teve vários empregos, inclusive como operário, salva-vidas e modelo para aulas de desenho.

Em 1953, como praticante de fisiculturismo, Sean Connery representou a Escócia no campeonato de Mr. Universo. Obteve o terceiro lugar, o que lhe abriu portas para conseguir pequenos papéis no teatro.
Apresentando-se em companhias teatrais, trabalhou em diversas peças, como "Anna Karenina" e "The Crucible", de Arthur Miller. Em 1956, Connery estreou na televisão e, em fins dos anos 1950, assinou contrato com o estúdio cinematográfico MGM, mas foi ao estrear-se como James Bond em "Dr. No", em 1962 que passou a ser reconhecido.
Encarnou novamente o personagem em 1963, "From Russia with Love". No ano seguinte, ao trabalhar em "Goldfinger", Connery aprendeu a jogar golfe, desporto que se tornaria uma das suas grandes paixões.

Em 1965, reapareceu em " Thunderball" e, em 1967, em " You Only Live Twice".
Depois deste filme, Connery deixou o papel de 007 para George Lazenby, (o pior dos interpretes do papel na minha opinião), mas voltou a ser James Bond em "007 - Diamonds are Forever", em 1971 e em 1983 em "Never Say Never".
Connery interpretou muitos outros papéis no cinema, trabalhando com realizadores como Alfred Hitchcock, John Houston e Brian de Palma. Interpretando o policial Malone em "Os Intocáveis", de 1987, Sean Connery ganhou o Globo de Ouro e o Oscar de actor secundário.


Em 1989, juntou-se a Harrisson Ford em "Indiana Jones e a Grande Cruzada". Neste mesmo ano, foi eleito, aos 60 anos, o homem mais sexy do mundo, pela revista "People".



Paralelamente ao cinema, desde os anos 70, Sean Connery esteve envolvido em actividades políticas. Tornou-se um importante activista da causa da independência da Escócia e apoiou organizações em prol da educação e dos direitos civis. Ao longa da carreira, recebeu diversos prémios entre os quais a honra de em 2000, receber o título de "Sir" Sean Connery.




Pode ter mau feitio, mas é sem dúvida um excelente actor com provas dadas ao longo das décadas e um dos meus preferidos.

Foi casado com a atriz australiana Diane Cilento, com quem teve um filho, Jason Connery e vive desde 1975 com a segunda mulher a atriz francesa Micheline Roquebrune.

Thursday, January 01, 2009

Resoluções de Ano Novo








Podem ser tanta coisa e valem o que valem.
As minhas estão pensadas, agora é levar um dia de cada vez.


Há sempre coisas por fazer,
algo que se gostava de ter,
livros por ler,
filmes por ver,
locais onde se gostava de ir
e muito muito mais.
A ideia não é má, ter algo que nos motiva a tomar decisões, planear, esforçar-mo-nos por atingir um objectivo, ou vários.
O mais importante é ser feliz e fazer os outros felizes, tentar ser melhor e fazer mais e melhor.